A lagarta, a couve e a maçã

A cena passa-se ao amanhecer, quando os primeiros raios de sol fazem brilhar as gotas de orvalho suspensas numa couve da horta do ti Manel. Junto da couve rabugenta, encontra-se uma maçã caída no chão e uma lagarta que acabou de chegar.

Lagarta – Bom dia! Já dormi o meu sono! Enquanto dormia que sonhei que estava a comer uma grande couve. E que surpresa minha, encontrei a couve mais bonita e apetitosa da horta!

Couve- Não penses que me vais comer! Olha, come antes aquela maçã que é mais rechonchuda e madura.

Lagarta (dirigindo-se para a maçã)- Ok! Parece-me apetitosa!

Maçã – Ah! Ah! Ah! Se me comeres, vais ficar com uma dor de barriga tão grande que nem vais conseguir andar!

Lagarta- Ah é? E por que razão? Pensas que eu caio nessa?

Maçã- Eu fui sulfatada ontem. Por isso estou com veneno em cima de mim.

Lagarta (dirigindo-se para a couve)- Então enganaste-me? A maçã está envenenada e tu querias que eu a comesse!

Couve- Tu acreditaste na conversa da maçã? Ela já foi sulfatada ontem, o efeito do veneno já deve ter passado com o orvalho da manhã.

Lagarta- Agora já não me está a apetecer comer a maçã, vou mesmo comer-te a ti!

Couve- A mim não me podes comer, porque um caracol venenoso trincou um pouco da minha folha e nunca se sabe o que pode acontecer!

Lagarta- É a última vez que viro as costas ao comer. (segue caminho para a maçã, no meio fica maluca)- Ai, ai, ai… Agora estou cheia de fome… Vou imediatamente comer-te! Nham… Nham… Que maçã mais deliciosa!

Maçã – Não! Não!

Lagarta (dirigindo-se para a couve) E agora vou comer-te também a ti. Ai…Ai… Que dor de barriga… Comi demais!

 

Malina, Bacalhau do Norte, Lua Prateada, Banana